sábado, 9 de junho de 2012

Formação Histórica da América : Exercícios Resolvidos

                Formação Histórica  da América - 8º ANO   -  Exercícios Resolvidos 

PERGUNTA   1- Explique como se deu a formação histórica da América Latina . 

RESPOSTA    A partir do século XVI as potências européias (Inglaterra, França, Espanha e Portugal, principalmente) iniciaram o processo de colonização na América Latina. 
  O interesse dos países europeus era a extração de recursos minerais (ouro, prata, pedras preciosas), também a madeira (a exemplo do pau-Brasil) e a produção de produtos agrícolas tropicais (cana-de-açúcar para a fabricação do açúcar, fumo, algodão, etc.). Os colonizadores buscavam o enriquecimento próprio, pouco se importando com o bem-estar dos povos colonizados, e para isso escravizaram os indígenas e trouxeram os escravos negros da África.    
  Portanto, foram enviados para as colônias pessoas que representavam os interesses dos colonizadores, para impor à força as suas leis, seus pesados  impostos e para organizarem a exploração dos territórios dominados. 
   É importante observar que esse modelo de colonização é chamado de colonização de exploração, ao contrário do modelo de colonização de povoamento que aconteceu no Canadá e Estados Unidos. 
   Mas, por que na América Anglo-Saxônica (Canadá e Estados Unidos) não aconteceu a colonização de exploração e sim a colonização de povoamento ?  
  A razão é que na América Anglo-Saxônica o clima é semelhante ao da Europa, predominantemente temperado, e por isso a agricultura de produtos tropicais não se adaptaria a essas colônias. E também,  por sorte desses países, os metais e pedras preciosas só foram encontrados após a independência dos Estados Unidos, a partir do século XVIII. 
  As pessoas, vindas das potências européias, que foram morar  na  América Anglo-Saxônica eram conjuntos de famílias que estavam buscando fugir das guerras e perseguições religiosas, fato muito  comum nessa época na Europa. Então, essas famílias tinham  como objetivo construir uma vida melhor e próspera, o  que chamamos de colonização de povoamento. 

PERGUNTA  2 - Que marcas foram deixadas pelo modelo mercantilista e explorador que caracterizou a colonização da América Latina ?  Cite exemplos. 

RESPOSTA 
     O mercantilismo é um conjunto de práticas econômicas desenvolvidas na Europa na Idade Moderna, onde os sistemas de governo eram monarquias absolutistas, entre os séculos XV e XVIII, que se caracterizou pela dominação de territórios da América, África  e Ásia, trazendo das colônias metais e pedras preciosas e produtos vegetais agrícolas tropicais, utilizando a mão-de-obra escrava para a exploração dessas atividades.
   As conquistas das colônias foram possíveis com as grandes navegações. O domínio de técnicas de navegação, assim como a construção das embarcações que cruzavam as rotas marítimas, impulsionaram o mercantilismo. 
   As colônias só podiam realizar o comércio com as metrópoles (potências colonizadoras). O objetivo dos colonizadores, ou metrópoles, era acumular a riqueza, do Reinado Absolutista, para dessa forma manter o poder central. 
    As marcas deixadas são a desigualdade social atual, onde a massa trabalhadora vive com salários baixos em comparação com poucas famílias muito abastadas. Nos últimos anos o Brasil tem feito um esforço para diminuição da desigualdade social, principalmente através de programas sociais de transferência  de renda (como Bolsa Família, aumento do salário mínimo e aposentadorias, Benefício da Prestação Continuada - LOAS, lei de cotas de emprego para Portadores de Deficiência, Programa Nacional  da Agricultura Familiar, avanço da Reforma Agrária, e outros). Outra marca do mercantilismo  é a grande maioria dos negros mantidos na pobreza, pois ainda não lhes foram  dadas oportunidades de erguerem-se diante da exploração e dos horrores da escravidão. Recentemente está sendo adotada a distribuição de cotas para negros em universidades, como instrumento de resgate da exploração histórica a que foram submetidos. 
   

Fonte Livro : VESENTINI, J. Wiliam ; VLACH, Vânia. Geografia Crítica , Geografia do Mundo Desenvolvido . Editora Ática . 4ª edição . São Paulo : 2010 .   
    *Atenção as respostas são do Professor Newton Almeida.  
   
Geografia Newton Almeida

8º Ano Ensino Fundamental - Exercícios Resolvidos de Geografia - América - Medindo Distâncias com Mapas

          América :  Exercícios Resolvidos  (respondidos pelo Newton Almeida) 

 1-  PERGUNTA    De acordo com a sua posição geográfica o continente americano divide-se em América do Norte, América Central e América do Sul. E, de acordo com o critério histórico-cultural, como o continente está dividido ? Na sua opinião é possível propor outras divisões ? 

RESPOSTA  

    Levando em conta os critérios histórico-culturais o continente americano é dividido, ou regionalizado, em América Anglo-Saxônica e América Latina . Na minha opinião poderíamos propor a divisão em países capitalistas e países socialistas (no caso apenas Cuba) , segundo o sistema de governo. Outra forma  de regionalização seria a dos países que são enclaves (palavra recente que é o mesmo que colônia), no caso Suriname e Guiana Francesa, chamaria de América do Enclave. E tantos outros critérios de regionalização da América podem ser sugeridos, como dividir a América em países litorâneos e países continentais (de acordo com a proximidade com os oceanos). 

2- PERGUNTA      A América Latina é formada por um conjunto de países muito diferentes entre si. Dois elementos dão um certo sentido a esse conjunto. Quais são eles ? 

RESPOSTA 

     A sua formação histórica e o subdesenvolvimento. 

3-  PERGUNTA     O  mapa abaixo mostra a divisão política da América Latina. Depois de observá-lo, faça o que se pede.
 a) Cite o nome do país da América do Norte que também pertence à América Latina .
 b) Considerando que a América Central é formada por uma parte continental e por um conjunto  de ilhas (parte insular), escreva : 
 - o nome dos países da parte continental da América Central ;
 - escreva o nome do maior país em extensão da América Central insular. 


RESPOSTA


a) O México pertence à América do Norte (Canadá, Estados Unidos e México) e também faz parte da América Latina. 
b) Países da parte continental da América Central : Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica e Panamá.  
  O maior país da América Central Insular (ou Caribe) é Cuba. 

4-   PERGUNTA   Observe o mapa político da América do Sul, abaixo, e responda :

a) o nome dos oceanos que banham a América do Sul.   
b) o nome dos dois maiores países em extensão territorial.
c) quantos quilômetros separam a capital do Brasil da capital da Venezuela.
d) o nome dos países que não fazem fronteira com o Brasil.
e) o nome de uma capital sul-americana que você gostaria de visitar. 

RESPOSTA  
a) O Oceano Atlântico (banha a costa leste da América do Sul) e o Oceano Pacífico (banha a costa oeste da América do Sul). 
b) Os maiores países em extensão territorial da América do Sul são o Brasil e a Argentina. 
c) De acordo com a escala gráfica do mapa percebe-se que 1 centímetro equivale a 727 quilômetros (na realidade). Portanto, medindo a distância, com uma régua milimetrada, de Brasília a Caracas, encontra-se 5 cm. Se 1 cm equivale a 727 Km, então 5 cm equivale a 3635 Km (três mil, seiscentos e trinta e cinco quilômetros) em linha reta.  Veja as fotos abaixo. 

d) Equador e Chile.
e) Eu gostaria de visitar Caracas, a capital da Venezuela. 

  Fonte Livro : VESENTINI, J. Wiliam ; VLACH, Vânia. Geografia Crítica , Geografia do Mundo Desenvolvido . Editora Ática . 4ª edição . São Paulo : 2010 . 


                      *  Atenção Concurseiros - Para você que deseja passar em concurso público  :   
    
      Apostila Geoconcursos consiste: - Coletânea digital de provas específica para o referido cargo + Dicas & Estratégia: Como passar em Concursos + Indicação de material didático, 349 video-aulas ; 44.797 teses, dissertações, textos gerais  . Visite a página de vendas que contém maiores detalhes, basta seguir o link acima, sem compromisso ! 

Geografia Newton Almeida 

domingo, 3 de junho de 2012

Países Socialistas

                 Países Socialistas : Coréia do Norte , Cuba e Vietnã 
       Com o fim da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) e do mundo que essa potência comandava, Coréia do Norte, Cuba e Vietnã, ao lado da China, são os últimos países socialistas. Para superar problemas econômicos, o Vietnã seguiu o exemplo chinês, isto é, reúne uma ditadura de partido único com mecanismos de economia de mercado. A Coréia do Norte, socialista irredutível, enfrenta uma situação muito difícil, causada, principalmente, pelo isolamento em que se colocou em relação ao resto do mundo, em razão da sua postura radical de não adotar mecanismos de economia de mercado. Em Cuba, Fidel Castro já fez algumas concessões, na tentativa de melhorar a economia do país.  (*Nota do Newton Almeida, fonte Wikpedia  :  Em 24 de fevereiro de 2008, com a renúncia do irmão Fidel, devido a problemas de saúde, Raúl Castro assumiu o comando da ilha, prometendo algumas reformas econômicas, como o incentivo a mais investimentos estrangeiros e a mudanças estruturais para que o país possa produzir mais alimentos e reduzir a dependência das importações. Entretanto, o regime segue fechado no campo político, reprimindo brutalmente os dissidentes ) .   

                     Coréia do Norte 
   Um socialismo rígido de orientação stalinista e hereditário domina a Coréia do Norte desde 1953. O atual tirano Kim Jong Il, herdou, em 1994, o poder de seu pai, Kim Il Sung, denominado  o Camarada Grande Líder. (*Nota do Newton Almeida , fonte Wikpedia : Em junho de 2010, a 12ª sessão da Suprema Assembleia Popular elegeu Choe Yong Rim para substituir Kim Jong Il no cargo de primeiro-ministro). 
   Com um regime fechado, o país  só se aproximou da China, cuja economia vem tomando novos rumos nos últimos anos, para solucionar o grave problema da fome que castiga a população. 
   País rural, de economia planificada e ditadura fortíssima, a Coréia do Norte construiu o seu regime socialista sob o dogma do isolacionismo, o juche, que significa auto-suficiência em coreano. Como resultado, só obteve pobreza e fome, que vitimaram mais de 2 milhões de pessoas nos últimos anos. As indústrias, todas estatais, estão falidas. As enchentes de 1995 - 1996 e a seca 1997 arruinaram o que havia sobrado da agricultura.  
   A crise econômica obrigou a Coréia do Norte a pensar na possibilidade de construir zonas de livre-comércio onde será permitida a entrada de capitais estrangeiros. Porém, o país não conta com infra-estrutura (estradas, energia elétrica) para o funcionamento de novas indústrias em seu território. Uma dessas zonas é Rajin-Sonbong, e os maiores investimentos virão da Coréia do Sul. Os sul-coreanos são os principais interessados em ajudar os irmãos do norte, pois isso diminuiria os problemas no  caso de uma futura, mas pouco provável, reunificação do país. 
   Na Coréia do Norte, não se pode ir de uma cidade a outra sem a aprovação do governo. O correio é controlado pelo Estado; rádio e televisão estão no alcance de poucos. Energia elétrica, alimentos e remédios são objetos de luxo. Cada família só pode ter uma lâmpada em casa. Apesar de toda a miséria, a Coréia do Norte tem um dos maiores arsenais nucleares do mundo. Em outubro de 2006, a Coréia do Norte realizou um teste nuclear subterrâneo que foi condenado pela comunidade internacional, aumentando o isolamento do país em relação ao resto do mundo. Em virtude desse fato, o Conselho de Segurança da ONU impôs restrições comerciais e armamentistas à Coréia do Norte. Porém no início do ano seguinte, o país resolveu não prosseguir com seu programa nuclear.
  Foto acima : manifestação popular na praça Kim Jong Il, em Pyongyang, capital da República Democrática Popular da Coréia do Norte. A cidade de 2,7 milhões de  habitantes, localiza-se às margens do rio Taedong, próximo ao litoral.    
                                                                      
                                   A guerra que não acabou 
   Separadas pelas rivalidades da guerra fria, Coréia do Norte (socialista) e Coréia do Sul (capitalista) não assinaram nenhum tratado de paz em 1953, quando cessaram as hostilidades na região.  Isso significa que a guerra não  acabou oficialmente na península coreana. Apenas em julho de 2000, os presidentes das duas Coréias encontraram-se para conversar sobre uma hipotética reunificação. Porém, em  março de 2001, a Coréia do Norte interrompeu bruscamente as negociações com a Coréia do Sul,  sem nenhuma justificativa. Em setembro de 2002, as conversações foram retomadas com alguns progressos, como a construção e a  recuperação de rodovias e ferrovias ligando o Sul e o Norte da península.
   No mesmo mês de setembro de 2002, a Coréia do Norte realizou uma grande mudança em sua política econômica,  anunciando a abertura de uma zona  capitalista, uma área de 320 Km², próximo á Sinuiju, no noroeste do país. A região deverá ser comercial, industrial e financeira, sem a interferência do Estado, que, no entanto, construirá um muro  para impedir a entrada de norte-coreanos. Os capitalistas serão japoneses, sul-coreanos e chineses, além dos provenientes dos países do Ocidente. O chinês naturalizado holandês Yang Bin dirigirá a zona especial norte-coreana. 
                               Cuba : de "quintal" dos EUA à Ilha de Fidel 
   Desde sua independência, após a Guerra Hispano-Americana, no final do século XIX, até a vitória da Revolução Cubana (1959), Cuba foi controlada pelos Estados Unidos. A Emenda Platt, votada em 1903 após a independência de Cuba, deu aos Estados  Unidos esse direito em  troca do apoio dado pelos norte-americanos na guerra que os cubanos empreenderam para se libertar do domínio  espanhol. 
   Mas, em 1959, um grupo de guerrilheiros, entre os quais estavam Fidel Castro e Ernesto "Che" Guevara, acabou com essa interferência, ao derrubar o ditador Fulgêncio Batista, ligado à máfia e aos Estados Unidos. A princípio, o movimento guerrilheiro era essencialmente nacionalista. Porém, nos primeiros anos de  governo, Fidel  Castro optou por se aliar à URSS e adotar o modelo soviético.
   O fato de uma ilha situada a aproximadamente 150 Km da península da Flórida adotar um  regime socialista foi desagradável para o gigante capitalista norte-americano. A punição foi o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos aos cubanos, que  perdura até hoje. 
      
                   O governo de Fidel Castro 
   O governo de Fidel Castro dura há mais de quarenta anos. Ao controlar o país com mão-de-ferro, ele gerou uma considerável massa de desertores que formaram uma "nova Cuba", na Flórida, Estados Unidos.
         Foto acima : Fidel Castro.  Desde 1959 até 2008, governou Cuba de maneira autoritária, sem eleições diretas nem liberdade de imprensa. Seu irmão Raúl Castro assumiu o poder, em 2008, devido  ao precário estado de saúde de Fidel.  
       Durante a guerra fria, a URSS encontrou uma fórmula para  manter a economia cubana : comprava o açúcar dos cubanos com preços subsidiados e, ao mesmo tempo, vendia a eles petróleo a preços bem mais baixos do que os praticados no mercado internacional. 
   Com essa ajuda, o país de Fidel Castro conseguiu indicadores sociais invejáveis no campo da saúde e da educação. Porém a economia cubana, assim como a economia soviética, penalizava a população quanto ao fornecimento de alimentos e bens de consumo. Sem acesso à tecnologia e à modernização, Cuba parece ter parado no tempo.
   Se a crise na URSS atingiu Cuba, o fim da potência socialista desorganizou sua economia, já fragilizada. O velho líder, Fidel Castro, foi obrigado a aceitar modificações para salvar o regime adotado  no país. Hoje o capital estrangeiro é bem-vindo na ilha. O mesmo acontece com os dólares que dissidentes do regime cubano, exilados nos Estados Unidos, mandam aos seus parentes que permaneceram em Cuba. As primeiras empresas mistas, de capital estrangeiro e estatal, são admitidas na economia cubana. 
   Incentivar o turismo foi outra idéia que tem feito o país respirar. Com lindas praias, arquitetura colonial e povo hospitaleiro, é grande o número de turistas que visitam Cuba para passar férias. Além do turismo, Cuba possui importantes reservas de níquel e aproveita os bons preços do produto no mercado internacional. 
   O petróleo da Venezuela, o capital chinês a té mesmo uma modesta ajuda do BNDES brasileiro substituíram a ajuda da antiga URSS, mas essa situação mantém o país em uma grande e incômoda dependência externa.                    
                                                             Vietnã
    A República Socialista do Vietnã, símbolo da maior derrota dos Estados Unidos na guerra fria, abriu sua economia ao capitalismo, aproximou-se de seu maior inimigo (EUA) e, atualmente, recupera-se dos impactos  da  crise asiática de 1997-1998. 
   Antiga  colônia francesa na península da Indo-china, o Vietnã tornou-se independente em 1954, dividido em dois Estados : Vietnã do Norte, socialista, e Vietnã do Sul, capitalista.
   No início dos anos 1960, começou a guerra entre o Norte e o Sul, que só terminou em 1975 e reunificou o país sob o regime socialista. O Vietnã saiu arrasado do conflito. Milhares de vietnamitas e norte-americanos morreram. 
   Nos últimos anos, o Vietnã tem realizado reformas para tornar sua economia mais dinâmica, apesar de se manter socialista. Começou com a diminuição da burocracia e o ingresso na OMC, em 2005. Além disso, em 2006, anunciou a privatização de 104 empresas estatais. Desse modo, o país tem crescido a uma média de 7% ao ano e tem melhorado rapidamente seus indicadores socioeconômicos. 
     Foto acima :  cidade vietnamita de Ho Chi Minh, que recebeu o nome do líder comunista após  a guerra que castigou o país.                    
   
Fonte :   ALMEIDA, Lúcia Marina Alves de ;  RIGOLIN, Tércio Barbosa . Geografia , Série Novo Ensino Médio, Volume Único. Editora Ática. São paulo : 2008 . 

Geografia Newton Almeida

sexta-feira, 1 de junho de 2012

DINÂMICA : COMUNICAÇÃO

            Desenvolver a Capacidade de Comunicação é Fundamental 


    Quando os professores percebem que seus alunos têm muita dificuldade de expressão, ficam  nervosos ao  reponderem um simples pergunta, demonstram uma inibição doentia, devem conversar individualmente, reservadamente com o aluno para identificar  qual seria a causa do problema. 
   Por vezes, o ambiente familiar não impede o relacionamento interpessoal da criança ou adolescente, e ele adquiriu um medo, ou fobia, a partir de experiências traumáticas, dentro da própria escola. 
    O bullying pode ser a causa principal do  medo do aluno  em expressar-se, e os professores devem buscar planos para restabelecerem a auto-confiança de seus alunos.  Ao mesmo tempo em que sabemos da importância da capacidade de comunicação para qualquer cidadão, que terá que enfrentar exposições em público durante a sua carreira profissional, seja ela qual for 
     Uma sugestão simples é a DINÂMICA em que agrupamos os alunos em duplas e um aluno finge ser o professor enquanto o outro, da  sua dupla, será o aluno. Cada dupla recebe um pequeno texto, constituído de uma PERGUNTA e uma RESPOSTA e terão que expor para os outros esse conteúdo. 
   Quando o professor não consegue a organização necessária para desenvolver a Dinâmica, se a turma fica muito sem vontade, ou se ficam muito mais bagunceiros, é um sinal de que necessitam muito desenvolverem a própria auto-estima. Portanto, a perseverança nas dinâmicas, fará com que o professor consiga um relacionamento melhor entre todos, e estará realizando um enorme benefício para esses alunos no futuro.   E nesse caso, de uma turma extremamente apática ou bagunceira, o apoio de outros profissionais da educação também pode ser valioso. 
   
              SUGESTÃO DE CONTEÚDOS PARA A DINÂMICA
  (Ensino fundamental : Sustentabilidade, Problemas Ambientais, Europa) 

PERGUNTA     Do dia 13 a 22 de junho a cidade do Rio de Janeiro vai sediar a Rio + 20, que é uma Conferência Mundial sobre o desenvolvimento sustentável . O que é  Desenvolvimento Sustentável ? 
RESPOSTA      Os seres humanos alteram a natureza para poderem produzir seus alimentos e para terem melhores condições de moradia e qualidade de vida. Como a população do mundo vem crescendo muito, os cientistas, pesquisadores e autoridades têm a preocupação de que o planeta Terra não suporte manter essa enorme população, portanto é necessário buscar o desenvolvimento sustentável, ou seja planejar o desenvolvimento humano que garanta o equilíbrio ecológico na Terra e a garantia da biodiversidade, ou seja a variedade dos organismos, para a garantia da vida das gerações futuras.

PERGUNTA      Quando realizamos grandes obras é necessário alterar a natureza, ou o ambiente que nos cerca. As obras mal planejadas geram grandes problemas ambientais. O que  é problema ambiental ?
RESPOSTA    O problema ambiental é o desequilíbrio do meio ambiente em consequência da ação humana. Por exemplo,  nas grandes cidades a diminuição das áreas de florestas, que foram substituídas por materiais como o asfalto, concreto e vidros, faz com que a temperatura ao longo  do dia aumente muito, fenômeno chamado de  Ilha de Calor.

PERGUNTA    As sociedades humanas necessitam  de energia para o seu conforto. Nos países de clima muito frio é necessário o aquecimento das  casas. Quando a luz do dia acaba e a noite chega, precisamos de iluminação artificial. Esses são alguns exemplos da necessidade de energia. Na Europa costuma-se gerar a energia elétrica a partir da energia nuclear. Qual tipo de problema ambiental pode ser ocasionado pela utilização da energia nuclear ?
RESPOSTA    Um dos grandes problemas do uso  da energia nuclear é como tratar, estocar e dar um destino para o lixo nuclear, que pode continuar emitindo a radioatividade por milhões de anos. O lixo nuclear costuma ser armazenado em caixas de concreto que são depositadas no fundo do mar. O risco é que a radiação ultrapasse essa barreira e contamine o ambiente.

PERGUNTA  Um problema ambiental que acontece em consequência  da utilização de combustíveis fósseis (petróleo e principalmente o carvão) é a chuva ácida. Explique o que é a chuva ácida .
RESPOSTA     A partir  da utilização dos combustíveis fósseis, principalmente com a utilização do carvão para gerar energia elétrica, a sua queima emite resíduos  que formam substâncias ácidas, como o dióxido de enxofre e dióxido de nitrogênio.  Em contato com o vapor d’água presente na atmosfera as águas da chuva se tornam ácidas, e coloca em risco a saúde dos  seres vivos e o equilíbrio ecológico.

PERGUNTA     A rede hidrográfica Europeia, ou o seu conjunto de rios, é muito densa e possibilita diversas formas do aproveitamento das sua águas. Comente sobre isso .
RESPOSTA     Os rios da Europa são muito  numerosos e formam uma imensa rede hidrográfica. Os europeus também contribuíram para a sua ampliação construindo canais auxiliares que se comunicam com muitos rios.  Os rios da Europa são muito utilizados para a geração de energia elétrica e para o transporte de cargas e pessoas. 

Geografia Newton Almeida

terça-feira, 29 de maio de 2012

O Socialismo

                      Os teóricos do socialismo
     Os primeiros críticos do sistema capitalista surgiram no início do século XIX, a partir da Revolução Industrial e do aparecimento do proletariado, composto do conjunto dos operários que possuem somente a sua força de trabalho para vender para os capitalistas. Eram os socialistas utópicos, também chamados de socialistas românticos.  
     Antes deles Thomas Morus, em seu livro Utopia, publicado em 1516, já havia creditado à propriedade privada todas as injustiças sociais. Entre os socialistas utópicos, destacaram-se Robert Owen (1771 - 1858), Charles Fourrier (1772 - 1837) e o conde de Saint-Simon (Claude H. de Rouvray , 1760 - 1825). Esses pensadores opunham-se ao sistema de produção capitalista e ao liberalismo econômico e preocupavam-se, principalmente, com a busca de uma sociedade mais justa e mais humana.
   No século XIX, porém, outros pensadores questionaram e criticaram mais profundamente a sociedade capitalista. Esses pensadores, que foram chamados de socialistas científicos por alguns autores e de materialistas históricos por outros, propuseram um modo de produção totalmente diferente do sistema capitalista. Entre eles, destacam-se Karl Marx (1818 - 1883) e Friedrich Engels (1820 - 1895). A primeira obra desses pensadores foi O manifesto comunista, publicada  em 1848. Mais tarde, Marx fez uma  abrangente e profunda análise do capitalismo em sua obra mais importante, O capital (1867). 
                       A oposição de Marx ao capitalismo
   Para Marx, o sistema capitalista privilegia a exploração do homem pelo homem e beneficia apenas um pequeno grupo, constituído pelos donos dos meios de produção e por pessoas que possam tirar proveito de alguma forma do mecanismo capitalista (emprestando dinheiro a juros ou comprando mercadorias mais baratas para vender por preços mais altos). Marx alertou sobre o fato de que, com o passar do tempo, essa concentração de riquezas nas mãos de poucos ficaria cada vez mais acentuada. Além disso, previu que o capitalismo, da forma como havia sido estruturado ao longo da história, também chegaria ao fim, assim como ocorreu com o feudalismo  e com outros sistemas de produção anteriores. Para ele, o fim do capitalismo aconteceria com uma grande crise econômica (falências, desemprego, etc.), que desmontaria a estrutura capitalista. 
   A exploração do homem pelo homem foi criticada por Marx e explicada pelo conceito da mais-valia : na sociedade capitalista, o empregado produz mais lucro para o patrão do que o salário que lhe é pago. Por exemplo : o trabalhador tem uma  jornada de seis horas diárias, entretanto, em cinco horas, ele produz um valor equivalente ao salário de seis horas, sendo o valor da outra hora apropriado pelo capitalista. O que é produzido a mais nessa sexta hora foi chamado de mais-valia. Portanto, a mais-valia é o trabalho que não é pago ao operário e que é transformado em lucro pelo proprietário do meio de produção. 

                    Como pôr fim ao capitalismo
   Na teoria marxista, a forma de acabar com a estrutura capitalista seria promover a luta entre as classes que formam essa estrutura: os proprietários dos meios de produção, ou burguesia, versus a força de trabalho, ou proletariado, com a vitória dessa última classe. 
   O proletariado chegaria ao poder e destruiria o grande mal da sociedade capitalista (a propriedade privada dos meios de produção), substituindo-a pela posse coletiva desses meios. Dessa forma, atingiria o seu objetivo final, que seria o fim de todas as desigualdades sociais.
   A forma indicada por Marx para atingir esse objetivo envolveria duas etapas que, como veremos a seguir, popularizaram dois termos muito usados e muitas vezes confundidos: socialismo e comunismo. 

                     Socialismo e comunismo
   Não raro, essas duas palavras são empregadas erroneamente como sinônimos. Porém, na concepção  de Marx, elas serviriam para designar as duas etapas do processo revolucionário que deveria acabar com as estruturas capitalistas e estabelecer a sociedade ideal. 
   Na primeira fase (o socialismo) haveria a necessidade da existência de um estado controlado pelo proletariado para organizar o funcionamento da sociedade. A propriedade dos meios de produção seria estatal e coletiva. Haveria  ainda algumas desigualdades, pois cada um receberia de acordo com o  seu trabalho. 
   A próxima fase seria o comunismo, na qual o estado seria extinto, por não ser mais necessário, e cada um seria remunerado de acordo com suas necessidades. Nessa sociedade, valores como o consumismo e o desejo de acumular dinheiro ou propriedades e ostentar símbolos de riqueza não existiriam. 
   Depois de conhecer essas idéias, você pode perceber que o socialismo e o comunismo idealizados pelos socialistas científicos nunca existiram de fato. E o que dizer da ex- União Soviética, dos países do Leste europeu e de alguns outros, ora chamados de comunistas, ora de socialistas, ora de Segundo Mundo ? 
   Na realidade esses países tentaram uma experiência socialista que, por pouco ter em comum com a teoria político-econômica de Marx, é chamada de socialismo real, que traduz o tipo de socialismo instaurado de fato nesses países. 

                       O socialismo real
   A Rússia, país de economia essencialmente agrária, apesar da extrema pobreza de sua população havia conseguido construir um império, que ocupou enorme extensão de terras no Leste da Europa e no Norte da Ásia. Coube exatamente ao povo russo, após muito sofrer a tirania dos czares (título que recebiam os imperadores russos), realizar a primeira revolução socialista da história - a Revolução Russa de 1917. 
   Com a vitória dos revolucionários e depois de alguns anos de guerra, que incluiu desavenças entre os vitoriosos, foi criado o primeiro país socialista do mundo, a URSS - União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, em 1922, compreendendo a princípio áreas que pertenciam ao antigo Império Russo.  Leia uma notícia veiculada pelo Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro, em sua edição especial, o Jornal do Século. 
    Desde a sua formação até o ano de 1940, a URSS anexou outras áreas ao seu território, tornando-se também o país mais extenso do mundo, com mais de 22.400.000 Km².
   Observe, no mapa abaixo, a formação do país que se tornaria uma das superpotências mundiais a partir de 1945. 
                    O socialismo soviético
   O socialismo real, na URSS, teve muito pouco dos ideais dos teóricos do socialismo científico. Instalou-se um governo autoritário, uma ditadura de partido único, autodenominado Partido Comunista, e uma economia em que o Estado ditava as leis do mercado: a economia planificada.  
   A denominação do partido que governava a URSS levou muitas vezes esse país e todos os que seguiram seu caminho a serem erroneamente chamados  de comunistas. Erroneamente, pois não conseguiram chegar sequer à fase do socialismo marxista, quanto mais do comunismo pregado por esse pensador. 
    O governo socialista russo exercia um rígido controle sobre a sociedade :  censurava os meios de comunicação e vetava o direito de as pessoas entrarem e saírem livremente do país. Os burocratas - dirigentes do Partido Comunista (o único na legalidade) - e seus familiares tinham regalias, como carros, casas maiores que as da população, lojas especiais para fazer compras e até  mesmo casas de campo ou de praia, evidenciando a existência de uma  classe dominante. 
   O Estado era dono das terras, das minas de ouro, carvão, etc. e de todos os meios de produção. Não havia propriedade privada, livre concorrência de mercado e muito menos lei da oferta e da procura. 
                     A economia planificada
   Se a economia não era regida pelas leis do mercado, o Estado deveria assumir todo o seu planejamento. Conheça alguns dos mecanismos da economia planificada : 
    - Planejamento da produção e do consumo. Não havia livre aplicação de capital nem busca de lucro. Tudo era rigorosamente planejado pelos burocratas, que visavam controlar o mercado. 
     - Garantia das necessidades básicas. Ao Estado cabia garantir os meios essenciais para uma sobrevivência decente - educação, saúde, aposentadoria, emprego. Essas garantias eram entendidas como uma forma de redistribuição da renda.
   - Planos quinquenais. Havia um órgão central de planejamento que estabelecia as principais diretrizes econômicas do país por cinco anos - o Gosplan, Comitê Central de Planejamento. Sua atuação foi mais centralizadora até 1957, quando havia um planejamento em escala nacional, em cada república e em cada região das repúblicas. A execução desses planos ficava a cargo dos ministérios. 
   A  produção industrial era controlada pelas Direções Gerais das Indústrias, que dividiam essa produção em dois grupos:
  - Os trustes, grupos de integração de indústrias similares em uma determinada região.
  - Os combinados, formados por indústrias que complementavam a produção uma das outras. Existiam combinados metalúrgicos, químicos, etc. 
   Após a reforma agrária inicial  que cedeu terras aos camponeses, logo depois da Revolução Russa, o governo soviético adotou dois modelos coletivos de exploração agrária:
   - Os kolkhozes, cooperativas rurais onde os camponeses cultivavam a terra com máquinas e tratores do Estado. 
   - Os sovkhozes, fazendas estatais onde os camponeses trabalhavam para o Estado. 
   Depois de um período de descentralização econômica (1957 -  1965), quando o Gosplan se tornou mais um órgão de pesquisa do que de execução, a planificação em escala nacional voltou a ser adotada, mas com maior participação dos ministérios das repúblicas do que do ministério central.
                     O mundo socialista
   O socialismo não ficou restrito à URSS. Muitas outras nações adotaram esse sistema para dirigir seus destinos. Observe o mapa abaixo . 
Países socialistas  do Leste  Europeu (no mapa ) : Polônia, Alemanha Oriental, Hungria, Tchecoslováquia, Bulgária, Albânia, Iugoslávia .  
   Nem sempre os países que adotaram o socialismo permaneceram aliados à União Soviética durante todo o tempo de existência da potência socialista. Iugoslávia  e Albânia, na Europa, e China, na Ásia, são exemplos de países socialistas que romperam com a União Soviética e passaram a seguir orientações próprias. 


                     Quais países são socialistas atualmente ? 
(* inserção do Newton Almeida,
                           Cuba, Vietnã, China, Coréia do Norte ,  Laos . 


                      Capitalismo X Socialismo 
   A partir do momento em que a URSS passou a existir como potência mundial (após 1945) e outras nações adotaram o socialismo real, chega ao fim a existência do capitalismo como único sistema socioeconômico do mundo. Começa, então, um período histórico marcado pela rivalidade entre capitalismo e socialismo (real), que ficou conhecido como guerra fria. Esses sistemas têm ideologias completamente antagônicas cujos  interesses não podiam ser conciliados.  

Fonte :   ALMEIDA, Lúcia Marina Alves de ;  RIGOLIN, Tércio Barbosa . Geografia , Série Novo Ensino Médio, Volume Único. Editora Ática. São paulo : 2008 . 

Geografia Newton Almeida 

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Oriente Médio

Fonte :   ALMEIDA, Lúcia Marina Alves de ;  RIGOLIN, Tércio Barbosa . Geografia , Série Novo Ensino Médio, Volume Único. Editora Ática. São paulo : 2008 . 


                                          ORIENTE  MÉDIO  


            SHARON ACUSA PALESTINOS DE TORPEDEAR REFERENDO : O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, acusou os palestinos de querer "torpedear" o  referendo sobre seu plano de separação, em votação por seu partido, o Likud, neste domingo, com o terrível assassinato de uma israelense e seus quatro filhos na Faixa de Gaza    
 (O NORTE , João Pessoa, 02 de maio de 2004)   


"   Poucos lugares do mundo ocupam tanto espaço na mídia falada e escrita como o Oriente Médio, onde estão situados Israel e a região da Palestina, cujos povos  são mencionados na notícia acima. Você vai conhecer essa região e os motivos que fazem dela uma das áreas geopolíticas mais instáveis do mundo. 

                      Uma localização estratégica 

    O Sudoeste da Ásia ou Oriente Médio está estrategicamente localizado entre os três continentes que compõem o Velho Mundo : Europa, Ásia e África. A região é ponto de passagem entre o Leste e o Sudeste da Ásia e a bacia do Mediterrâneo, que a coloca em contato com o mundo ocidental. 
    Após o término da construção do Canal de Suez, em 1869, que concretizou a ligação entre o Mar Vermelho e o Mar Mediterrâneo, passam pelo Oriente Médio rotas de comércio provenientes do Sul e do Sudeste da Ásia, do Extremo Oriente e da Oceania, em direção aos portos europeus. Por outro lado, os países do Oriente Médio são um ponto de partida das principais linhas do comércio internacional de petróleo, uma vez que os maiores produtores dessa fonte de  energia encontram-se nessa região.  

    Além da importância econômica, esses pontos de passagem são quase sempre focos de tensão geopolítica, em razão dos inúmeros conflitos que fazem  a região ser conhecida como "barril de pólvora". 
     Você pode observar no mapa  acima, a localização desses pontos estratégicos :
               Canal de Suez (assinalado com A, no mapa acima) - construído pelos ingleses em terras do Egito, liga o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho.
                Estreito de Ormuz (assinalado com B, no mapa acima) - liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico, sendo rota obrigatória dos petroleiros  dos países árabes que se dirigem a todos os mercados do mundo. 
                    Estreito de Bósforo (assinalado com C, no mapa acima) - liga o Mar Mediterrâneo ao Mar Negro, sendo ponto de passagem da Europa para vários países asiáticos. 
                    Estreito de Tiran (assinalado com D, no mapa acima) - liga o Golfo da Aqab ao Mar Vermelho, representando a única saída  de Israel para esse mar. 
                 Estreito de Bal-el-Mandeb (assinalado com E, no mapa acima) - separa o Oriente Médio da instável região denominada "Chifre da África", onde estão a Somália, a Eritréia e a Etiópia, na entrada do Mar Vermelho.  

                     Oriente Médio : uma  visão geral

    O Oriente Médio, da forma como vamos estudá-lo, ultrapassa as fronteiras do continente asiático. Podemos  reconhecer alguns conjuntos regionais nessa área: 
          *   Egito - localizado na África do Norte, sempre esteve ligado aos conflitos do Oriente Médio, por fazer parte do mundo árabe e possuir uma pequena faixa em terras asiáticas : a península do Sinai. 
         *  Península Arábica - abriga países produtores de petróleo, entre os quais se destaca Arábia  Saudita, que pode ser considerada uma potência regional. Em geral, são países que se caracterizam por possuir governos pouco democráticos e enorme diferença na distribuição de renda entre sua população. 
       * Os países da Mesopotâmia - palavra de origem grega que significa entre rios, a Mesopotâmia  é uma  região localizada predominantemente entre os rios Tigre e Eufrates. Área de ocupação muito antiga, foi o berço  de civilizações como a dos assírios, dos caldeus e dos babilônios. Consideraremos nessa  região a Síria e o Iraque . 
  1-  Síria - situada no litoral mediterrâneo, é beneficiada por uma posição geográfica  favorável, uma vez que é ponto de passagem entre esse mar e outros países do Oriente Médio, como Iraque, Irã e outros.    
  2-   Iraque - país rico em petróleo, o  Iraque foi invadido pelos  Estados Unidos em março de 2003. O motivo da invasão teria sido a suspeita de o governo do então ditador Saddam Hussein abrigar terroristas e possuir armas químicas e biológicas. Essa ação militar foi controvertida, pois o presidente americano, George W. Bush, desobedeceu às decisões da ONU (Organização das Nações Unidas) para realizá-la, contando com o apoio do primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair. Recebeu ajuda militar da Espanha, Polônia, Portugal, Turquia, Kuwait, Arábia Saudita, Omã, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Djibuti e Austrália. 
   Em dezembro de 2003 foi anunciada a captura de Saddam Hussein pelo governo provisório estabelecido no país após a ocupação das tropas de coalizão anglo-americanas. 
   Um ano após a invasão, nada foi encontrado que provasse a existência de armas químicas e biológicas no Iraque, o que leva a pensar que o fato de esse país ser rico em petróleo pode ter sido um dos verdadeiros motivos da ação militar norte-americana. Em 08 de março  de 2004, foi assinada  a Constituição Iraquiana provisória.
              *  Turquia - Divide-se entre a Europa e a Ásia do Sudoeste, sendo a maior parte de seu território nesse continente. Na geopolítica atual, a Turquia está mais próxima da Europa, fazendo parte da OTAN e com pretensões de ingressar na União Européia. É considerada um país emergente. 
          * Jordânia - país fechado para o mar, não possui petróleo e vive na dependência da geopolítica regional. 
        * Litoral  do Mediterrâneo - destacam-se Chipre, Líbano e Palestina. O Líbano é caracterizado por uma enorme variedade étnico-religiosa, o que já custou ao país uma guerra civil de vinte anos. Na região da Palestina está o Estado de  Israel, que disputa com os árabes a posse da região. Por fim, outros dois países são muito importantes para a geopolítica local : 
  Irã - antiga Pérsia e a Primeira república Islâmica do mundo .
  Afeganistão - foi controlado até 2001por um governo islâmico ultra-radical, a milícia Taleban. 

                       Traços marcantes 
Podemos considerar algumas características que dão um caráter próprio ao Oriente Médio. Veja quais são essas características : 
   - A riqueza do petróleo, que não contribui para  a melhoria do padrão de vida da população.
  - A predominância de climas áridos e semi-áridos, o que torna a água um recurso muito disputado.
  -  A diversidade étnica, religiosa e cultural dos povos  da região.
  -  A existência de ódios seculares e inúmeros conflitos.
  -  O fato de ser o berço das três mais importantes religiões monoteístas: judaísmo, islamismo e cristianismo.  
                                 A diversidade étnica,  religiosa e cultural 


     Todas essas diferenças são resultado das variadas influências que a região recebeu durante  séculos, uma vez que é uma das áreas de ocupação mais antiga do mundo. Entretanto podemos afirmar que dois fatores foram fundamentais para a geopolítica do Oriente Médio :
  -  o expansionismo árabe (séculos VII a XV) ;
  -  e o Império Otomano (séculos XVII a XX) .    
   No final da Primeira Guerra (1918), com a decadência do Império Otomano, suas áreas localizadas no Oriente Médio foram partilhadas entre a França e a Inglaterra. Síria e Líbano ficaram sob mandato francês; Palestina, Transjordânia e Iraque, sob mandato britânico. 


                   A criação do Estado de Israel e a Questão Palestina


   A Palestina, uma estreita faixa de  terra desértica que se estende ao longo do Mediterrâneo, entre o Líbano e o Egito, tem sido objeto, há mais de cinquenta anos, de uma violenta disputa que envolve povos profundamente ligados à região : israelenses (judeus) e palestinos (árabes). 
   Os judeus descendem dos hebreus, antigos habitantes da  Palestina que haviam sido expulsos pelos romanos no início da era cristã. Dispersos pelo mundo, em um movimento chamado Diáspora, ficaram conhecidos como judeus; hoje preferem ser chamados de israelenses. Alegando direitos históricos sobre a Palestina, os judeus escolheram-na para instalar o seu Estado nacional no século XIX. 
   Os palestinos ocuparam a  região quando da expansão árabe e aí permaneceram durante todo o Império Otomano e o Mandato Britânico (1920 - 1945). Defendem seus direitos à Palestina pelo longo tempo em que nela permaneceram. 


                    Do sionismo ao Estado de Israel (1896 - 1948)


   Durante o tempo em que os palestinos, povo de origem árabe, viviam na Palestina, o escritor húngaro Theodor Herzl (1860 - 1904) fundava, na Europa, o movimento sionista, que pretendia a criação de um Estado judaico nessa mesma região. Com o início do Mandato Britânico na Palestina, intensificaram-se as imigrações de judeus, que haviam começado durante o conflito mundial. 
   Podemos dizer que os primeiros choques entre os judeus e os habitantes locais tiveram início nos 28 anos de controle britânico na Palestina, quando a região recebeu grandes contingentes de  colonos judeus, cujo número aumentou durante a perseguição nazista na Europa,  fato que coincidiu com a Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945) .   
   O final da Segunda Guerra trouxe a tão sonhada criação do Estado judaico - o Estado de Israel. A instalação do novo Estado ocorreu em 14 de maio de 1948, logo após o fim do Mandato Britânico na Palestina. 
   Coube à recém-criada ONU a divisão ou partilha da Palestina, em 1947, que deixou a região com a seguinte configuração : um Estado árabe e um  Estado judaico. Veja o mapa abaixo . 
   Inconformados, os palestinos, apoiados por Egito, Síria, Transjordânia e Líbano, declararam guerra aos israelenses, com a intenção de expulsá-los das terras que faziam parte  do novo Estado de Israel. Derrotados, os palestinos perderam o direito ao estado que lhes fora designado pela ONU, durante a Guerra pela Independência de Israel (1948 - 1949). Observe no mapa  abaixo, as fronteiras palestinas de 1949.
    Você pode notar que nada sobrou para os palestinos, que se viram ou como refugiados nos países árabes vizinhos, ou no Estado de Israel. Nas duas situações, sofriam todo o tipo de preconceito. 


                      A reação árabe: a criação da OLP 


   Em 1959 Iasser Arafat criou, na Jordânia, a Fatah, grupo terrorista que tinha por objetivo retomar o território perdido em 1949.  Em 1964, a Fatah tornou-se a organização para a Libertação  da Palestina. Reconhecida com essa nova denominação pelos países árabes, foi proclamada por seu dirigente Iasser Arafat um "Estado no exílio". Expulsos da Jordânia em 1970, os palestinos buscaram abrigo no Líbano, onde permaneceram até 1982, quando a sede da OLP, que já havia sido aceita pela ONU em 1974 como única representante do povo palestino, foi transferida para a Tunísia, país do Norte da África. 
   A organização, entretanto, passaria por muitos reveses até que seu líder renunciasse ao terrorismo e aceitasse a existência do Estado de Israel, o que só viria a acontecer em 1988. 




                      Os principais conflitos entre árabes e israelenses



    De 1956 até a década de 1980, os conflitos na região tomaram a proporção de verdadeiras guerras, das quais as principais foram: 


    -  Guerra de Suez  (1956), envolvendo França e Reino Unido, que tentavam  recuperar parte dos antigos territórios coloniais, o Egito, aliado dos palestinos, e os Estados Unidos, que defendiam os interesses do Estado  de Israel.  


    - Guerra dos Seis Dias (1967), esse conflito, no qual os palestinos tiveram o apoio do Egito, da Jordânia e da Síria, mudou mais uma vez o  mapa da Palestina: Israel aumentou o seu território com terras do Egito (Sinai e Faixa de Gaza), da Jordânia (Cisjordânia) e da Síria (Colinas de Golan). Veja o mapa abaixo. 

     - Guerra do Yom Kippur (1973), nova vitória israelense e um duro golpe no sonho da formação de uma república árabe no Oriente Médio (os egípcios assinaram, sem a concordância da Síria e da Jordânia, os  Acordos de Camp David, pelos quais receberam de volta a península do Sinai, ocupada por Israel desde 1967. 


      - A primeira Intifada, a "revolta das pedras" iniciou-se na década de 1980, quando crianças e jovens palestinos atacavam soldados israelenses usando pedras como armas. 


                      Os acordos de paz 


   A partir de 1988, a OLP mudou seu discurso radical. Arafat renunciou ao terrorismo a aceitou participar de negociações com representantes israelenses e a intermediação dos Estados Unidos.
    Em 1992, o governo trabalhista moderado de Itzahak Rabin passou a dialogar diretamente com a OLP e, em 1993, foi assinado em Washington um acordo histórico entre Arafat e Israel, após negociações realizadas em Oslo, na Noruega, onde foram firmados os acordos de Oslo. 
   Nessas negociações, Itzhak Rabin concordou com uma gradual devolução dos "territórios ocupados"  (Gaza e Cisjordânia) para o controle palestino, em troca do reconhecimento do Estado  de Israel e o fim das hostilidades. Entretanto o preço pela tentativa de estabelecer a paz na Palestina foi alto. Rabin foi assassinado por um fanático judeu em 1995, que não aceitou que fossem cedidas as "terras públicas" de Israel. 


                       Os Acordos de Oslo 


   Pelos Acordos de Oslo, assinados na Noruega, os territórios palestinos são formados por duas regiões separadas por 40 Km de distância, nas quais estão assentados colonos israelenses.  
  Após 27 anos de exílio, Arafat voltou à Palestina para formar um governo autônomo, a Autoridade Palestina, da qual seria eleito presidente dois anos mais tarde, em 1996.
   A Autoridade Palestina, encravada no Estado de Israel, não reconhecida pela ONU, significa o primeiro passo rumo ao Estado Palestino. Atualmente os palestinos ocupam 40% do território da Cisjordânia e quase toda a Faixa de Gaza, como você  pode verificar nos mapas abaixo.
                       A eterna  guerra


   Entre 1998 e 2000, alguns novos acordos foram assinados pelas partes (Wye Plantation, Taba, Camp David), mas os choques entre palestinos e colonos israelenses se intensificaram na região. 
   A data 13 de setembro de 2000, prevista  para o estabelecimento do Estado Palestino, não foi respeitada. Nesse mesmo mês começou uma nova Intifada.
   Em 2003, representantes da sociedade de Israel e da Palestina assinaram o Acordo de Genebra, outra  tentativa de buscar a paz na região  que não teve sucesso. 
    No ano seguinte, morreu o líder palestino Yasser Arafat e, em 2005, foram realizadas eleições na Autoridade Palestina, vencidas pelo Hammas, grupo terrorista transformado em partido político. Nesse mesmo ano, Israel promoveu uma conturbada retirada de seus colonos na Faixa  de Gaza, anunciando uma desocupação unilateral da Cisjordânia. 
    Em 2006, além do agravamento do conflito, houve divisões internas em ambas as partes: na Autoridade Palestina, o choque entre duas facções rivais (Hammas, que controla o governo, e Fatah do presidente Mahmoud Abbas); em Israel, a proposição de um grupo representativo de israelenses árabes para criar um governo  binacional (árabe e judeu). 
    Em janeiro de 2007, devido ao fracasso das retiradas unilaterais de Gaza e da Cisjordânia, Israel voltou atrás e resolveu entrar em negociações com palestinos moderados para decidir o tipo de  ação.  


                       Israel e os países árabes


   A Questão Palestina envolveu outros países árabes do Oriente Médio na luta contra Israel. Egito, Jordânia, Síria e Líbano participaram dos conflitos de 1956, 1967 e 1973, ao lado dos palestinos. A Jordânia selou a paz com os vizinhos em 1994, como o Egito já havia feito em 1979. 
    Os problemas com o Líbano se acirraram quando esse país abrigou os palestinos expulsos da Jordânia, em 1970. O sul do Líbano foi ocupado por Israel desde 1978. Uma "faixa de segurança" foi marcada para prevenir ataques de guerrilheiros  a territórios israelenses em 1985. De ambos os lados dessa faixa houve milhares de mortos. Somente em maio de 2000, Israel terminou a  retirada de suas tropas do sul do Líbano. 
    Em 2006, nova crise envolveu Israel e seu país vizinho. O grupo terrorista Hezbollah capturou dois soldados israelenses e provocou a reação de Israel com uma série de ataques. As zonas mais atingidas foram o sul do Líbano e os  subúrbios ao sul da capital Beirute.  
   Em 1º de outubro, Israel retirou seus últimos soldados do território libanês, cumprindo uma das principais condições da resolução de cessar-fogo da ONU, que pôs fim aos confrontos. 
    A Síria é o único país que não assinou nenhum acordo de paz com Israel. Como só aceita negociar se os israelenses devolverem as Colinas de Golan, território ocupado em 1967, e eles se recusam a fazê-lo, o impasse permanece. O mapa abaixo mostra essa região síria ocupada por Israel.  



                                                               " 
Geografia Newton Almeida

sábado, 26 de maio de 2012

Exercícios de Geografia - Palavras Cruzadas - América

       Resolva as palavras cruzadas geográficas !  Veja a resposta abaixo. Sucesso !


Vertical  


  1-  É o segundo maior continente do mundo com  42.960.000 (quarenta e dois milhões, novecentos e sessenta mil) quilômetros quadrados de área, 35 países e cerca de 900 milhões de habitantes.

Horizontais 


2- Qual oceano banha a costa oeste da América ?  
3- O conjunto de montanhas dispostas paralelamente, de elevada altitude e extensão.
4- Qual oceano banha a costa leste da América ? 
5-  Por estar localizado na América do Sul o Brasil é :  
6- País emergente da América, com 8 milhões e meio de quilômetros quadrados de área e cerca de 200 milhões de habitantes. 
7- Qual é a região da América que abriga a maior floresta tropical do mundo ? 


                                 PREENCHA 




                              RESPOSTA


http://geografianewtonalmeida.blogspot.com.br


                 *  Atenção Concurseiros - Para você que deseja passar em concurso público  :   
    
      Apostila Geoconcursos consiste: - Coletânea digital de provas específica para o referido cargo + Dicas & Estratégia: Como passar em Concursos + Indicação de material didático, 349 video-aulas ; 44.797 teses, dissertações, textos gerais  . Visite a página de vendas que contém maiores detalhes, basta seguir o link acima, sem compromisso ! 


Geografia Newton Almeida


    

terça-feira, 15 de maio de 2012

Grécia : Crise

                                  A Crise na Grécia     


                                     A Grécia Antes da Crise  
                   (mapa da Europa, abaixo, Grécia destacada em verde escuro)



    A Grécia é o país onde floresceu a mais extraordinária civilização da  Antiguidade e verdadeiro berço da civilização ocidental, apresenta industrialização recente, fortemente apoiada no capital estrangeiro, que aí se instalou  pela mão-de-obra barata para os padrões europeus. 
  Empenhado em diversificar sua economia, o país importa máquinas e equipamentos industriais, bem como petróleo e carvão mineral, pois necessita fortalecer suas indústrias de base. 
   A  principal indústria  grega é a de construção  naval. O turismo, porém, continua sendo uma importante fonte de renda e encontra-se em ascensão, seja pelo significado histórico-cultural das obras da antiga Grécia, seja pelas belas paisagens mediterrâneas, onde o clima é agradável, com verões muito  quentes e invernos não muito frios.


Capital : Atenas
Língua oficial : Grego
População : 11 milhões e 300 mil habitantes 
Área :  132 mil Km²
IDH (2010)  0,855 (muito elevado) 
  (Foto acima, o Partenon no topo da  Acrópole de Atenas, erguido no século V antes de Cristo. Todos os anos, as ruínas dos templos, palácios e teatros construídos pelos antigos gregos, povo que viveu entre os séculos VII e IV a.C., atraem milhares de turistas)     
                                     Foto acima : Monte Olimpo, o ponto mais alto da Grécia 
                                                  Foto acima : Praia em Cefalônia 


                                     Sistema Político da Grécia 
      A Grécia é uma república parlamentar. Ochefe de Estado é o presidente da república, que é eleito pelo parlamento para um mandato de cinco anos. A atual constituição foi elaborada e aprovada pelo Quinto Parlamento Revisionista dos Helenos e entrou em vigor em 1975, após a queda da junta militar de 1967-1974. Ela foi revisada por duas vezes desde que entrou em vigor, em 1986 e em 2001. A Constituição, que consiste em 120 artigos, prevê a separação dos poderes em executivo, legislativo e judiciário, e concede extensa garantias específicas (reforçado em 2001), das liberdades civis e direitos sociais. O sufrágio feminino foi garantido com uma emenda constitucional de 1952.
   Segundo a Constituição, o poder executivo é exercido pelo presidente da república e pelo governo. A partir de emenda à Constituição de 1986, as funções do presidente foram reduzidas de forma significativa, e agora elas são, em grande parte, cerimoniais; a maior parte do poder político, portanto, está nas mãos do primeiro-ministro.  O presidente da república nomeia formalmente o primeiro-ministro e, na sua recomendação, nomeia e exonera os restantes membros do Conselho de Ministros.
     O poder legislativo é exercido pelos 300 membros eletivos do parlamento unicameralAs leis aprovadas pelo parlamento são promulgadas pelo presidente da república. As eleições parlamentares são realizadas a cada quatro anos, mas o presidente da república é obrigado a dissolver o parlamento sobre a proposta anterior do Conselho de Ministros, tendo em vista lidar com um assunto nacional de excepcional importância. O presidente é também obrigado a dissolver o parlamento no início, se a oposição conseguir aprovar uma moção de censura.
   O poder judiciário é independente do poder executivo e do legislativo e compreende três Tribunais Supremos: o Tribunal de Cassação (Άρειος Πάγος), o Conselho de Estado (Συμβούλιο της Επικρατείας) e o Tribunal de Contas (Ελεγκτικό Συνέδριο). O sistema judiciário é composto também por tribunais civis, que julgam processos cíveis e penais e os tribunais administrativos, que julgam os litígios entre os cidadãos e as autoridades gregas administrativas.
                                               A  Crise na Grécia 
    Para tentar tirar a Grécia do buraco e evitar que todos os 17 países da zona do euro acabassem arrastados pela crise grega, a União Europeia, o Banco Central Europeu e o FMI impuseram reformas e condições duras, em troca de dinheiro e redução da dívida grega. Mas, no último pacote de novas medidas, de fevereiro de 2012, que exigia a demissão de 15 mil funcionários públicos, a população grega foi para as ruas em protesto. O governo de coalizão caiu e uma eleição foi marcada para o dia 06 de maio de 2012.  
   A mobilização social contra a chamada Tróika (Banco Central Europeu, Comitê dos Bancos Privados e Fundo Monetário Internacional) , e contra  as medidas rigorosas impostas à Grécia, em consequência da "Crise da  Dívida Pública" , levou a uma grande derrota dos partidos que  defenderam tais políticas, o socialista  PASOK  e o conservador Nova Democracia.  
    Essas medidas impostas pela Tróika (Banco Central Europeu e FMI) foram o corte de gastos sociais  com a saúde, educação e assistência, reforma da previdência e demissões em massa que desencadearam um verdadeira convulsão social, com suicídios até em praça pública 


               Resultado das Eleições na Grécia do dia 06 de maio de 2012 : 
PASOK (partido socialista)  18,9 % dos votos ; 
Syrisa (partido radical de esquerda) 16,8 %  ; 
 Nova Democracia (partido conservador)  13,2%  ; 
Aurora Dourada (partido de extrema direita neonazista) 7%   . 
       As eleições na Grécia deixaram os mercados muto instáveis , com grandes quedas nas bolsas asiáticas . A coalizão que governava a Grécia era constituída pelo PASOK e a Nova Democracia que perdeu a maioria no parlamento e deveria ocupar apenas  149 das 300 cadeiras  . 


                                    Os Partidos Políticos da Grécia 
    O PASOK,  Partido Socialista, é o partido partido político da Grécia,  que venceu as eleições anteriores,  que concordava com as políticas do Banco Central  Europeu e do FMI. Pela última eleição de 06 de maio de 2012, ele passou de 160 deputados passou a ter  41 deputados apenas. Ou seja, o PASOK sofreu uma enorme derrota.   
   O Syrisa é uma coalizão de partidos radicais de esquerda,  é hoje considerado a segunda maior força no parlamento grego, tendo passado de 13 para 52 representantes . O Syrisa foi o incentivador do controle social da dívida pública da Grécia, a Auditoria Cidadã da Dívida Pública.
   A grande líder do Syrisa é a Deputada Sofia Sakorafa, a mais votada em Atenas, nas eleições de 06 de maio de 2012. A Deputada Sofia Sakorafa foi expulsa do PASOK, pois se recusou a votar a favor do acordo com  o FMI, em 2009. 
    De acordo com Eric Toussaint, do Comitê pela Anulação da Dívida do Terceiro Mundo (CADTM), “o resultado da Syriza é muito positivo, pois esta coalizão apresentou como propostas a suspensão imediata dos pagamentos da dívida grega por 3 anos e o fim das medidas de austeridade impostas desde 2010, quebrando os acordos com a Troika (FMI/União Européia). Vários membros do Syriza apóiam ativamente a Auditoria Cidadã da Dívida grega.”
    As forças de esquerda no Parlamento Grego são o Syrisa, KKE e DIMAR , subiria de 34 para 97 cadeiras no parlamento, caso acontecesse um acordo de coalizão. 
   Aurora Dourada, é primeiro partido neonazista da Grécia. A Grécia teve uma extrema-esquerda forte durante décadas, e agora a população, terrivelmente insatisfeita com a crise econômica, se volta ao extremismo de direita, sendo representado pela ascensão do Aurora Dourada. Os eleitores do Aurora Dourada são principalmente os mais jovens, com menos de 30 anos, que não vivenciaram diretamente os horrores do nazismo. 


                                  A   Grécia Convoca Novas Eleições   
    A Grécia vai realizar novas eleições, depois que líderes políticos não conseguiram entrar em acordo para formar um governo de coalizão na terça-feira (14 de maio de 2012), prolongando a crise política que deixou o país mais perto da falência e da exclusão da zona do euro. Após um terceiro dia de negociações em vão entre líderes políticos, um porta-voz do presidente grego, Karolos Papoulias, disse que a busca por um governo de coalizão fracassou e que uma nova votação terá de ser realizada, provavelmente no mês de junho. 
    " Pelo amor de Deus, vamos partir para algo melhor e não para o pior ", disse o líder do partido socialista, Evangelos Venizelos, a repórteres após a reunião. " Nossa pátria pode encontrar o seu caminho, vamos lutar por isso "  .  
    
                   Exemplos da Crise Econômica e Social que a Grécia Enfrenta 
    A cozinheira Mirsini Demertzi, entrevistada pela jornalista Deborah Berlinck, do Jornal o Globo, em 13 de maio de 2012, disse que havia votado no partido Syrisa, pois prefere a ditadura. Disse que prefere perder a liberdade e ter um pouco de tranquilidade, do que a democracia, com liberdade mas, vivendo na miséria. Ela está desempregada desde 2008, tem 44 anos, e tem um filho de 28 anos viciado em drogas. 
  O ex-comerciante Argyros Alexandros, de 74 anos, que estava numa fila para receber um prato de comida, no pátio de uma instituição pública, disse que não tem mais vergonha de mendigar e mostrou seu prato com a sopa de galinha. Ele contou à jornalista Deborah Berlinck que tinha duas lojas de roupas italianas, em Atenas há quatro anos, tinha dois carros que trocava por novos modelos  a cada dois anos, mas perdeu tudo e até o casamento; só não está vivendo na solidão completa pois tem um fiel amigo: o  cachorro de estimação. 
    O biólogo Constantin Costopoulos tem dois títulos de doutorado, na Grécia e na Holanda, aos 53 anos de idade, falou que está vendendo seus imóveis na Grécia ( 4 apartamentos em Atenas e está em dúvida se vende sua casa na paradisíaca Ilha de Santorini). Ele disse " A Grécia acabou  ! " , e está se mudando para o Brasil; Constantin é conhecido em vários países pelo seu trabalho em aquicultura e busca desenvolver a criação de peixes no Brasil que tem potencial, segundo ele, para se tornar um dos maiores produtores e exportadores de espécies de peixes tropicais no mundo. 
  O psiquiatra Kyriakos Katsadoros coordena um trabalho pioneiro sobre as consequências da exclusão social na saúde mental dos  gregos, relatou que há dez anos a Grécia ocupava o último lugar, na Europa, em número de suicídios :  hoje é a primeira colocada  ! Segundo Kyriakos a Grécia tem um dos maiores percentuais de aumento  de suicídios no mundo, com a média de dois suicídios por dia. 


      Fontes : 
Jornal O GLOBO, Deborah Berlinck,  13 / 05 / 2012 ;
Internet (15/05/2012)   http://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A9cia
Internet (11/05/2012)  http://zequinhabarreto.org.br  ;
Internet (15/05/2012)   http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE84E02G20120515
Livro : VESENTINI, J. Wiliam ; VLACH, Vânia. Geografia Crítica , Geografia do Mundo Desenvolvido . Editora Ática . 4ª edição . São Paulo : 2010 .   

Geografia Newton Almeida